ENTREVISTA N º 02 18/09/2007 - Curitiba-PR
Área de atuação: Engenharia Elétrica, consultoria, administração de empresas de engenharia e em ensaios elétricos de equipamentos para SE´s e Usinas.
Onde se formou e em qual curso: Sou Engenheiro Eletricista pelo CEFET atual UTFPR. Onde fiz também o curso técnico e algumas especializações.
Qual atividade que exerce hoje e aonde?
Consultoria para empreendimentos e investimentos em PCH´s. Até recentemente atuei como Diretor Superintendente de uma empresa de montagem eletromecânica de SE´s e Usinas que atuava no Sudeste e Sul do Brasil.
Após a graduação, que cursos realizou e/ou está realizando?
Entre eles fiz mestrados em Administração/2001, Controle de Sistemas Elétricos/1982 que são cursos de maior duração. Fazer engenharia, em especial elétrica, é melhor não ser apenas um apontador, ou legalista, exige estudar. Acompanhar os tempos. Atualizar-se. “Engenhar”, impõe analisar os riscos e o que se está fazendo.
Como está o mercado de trabalho hoje?
Fraco. Porém sempre há espaço para a atuação de bons engenheiros eletricistas, eles estão entre os mentores dessas máquinas maravilhosas que fazem tudo sozinhas. O eletricistas colaboram para projetá-las, construí-las, fazê-las funcionar - do cafezinho ao sistemas para pouso e decolagem dos aviões - e a despeito disso, depois, podem se ver sem emprego.
Qual a sua projeção para o mercado daqui cinco anos?
A partir dos anos 80 com o advento da automação, da globalização, e de sistemas de retroação e controle, o trabalho humano está cada vez mais soft, menos imprenscindível. Hoje muito mais que ontem são necessários cérebros. Criatividade. Imaginação. Estudo. Está acabando o tempo de se conseguir emprego pela existência de leis de reserva de atribuições e mercado. Além do que um engenheiro eletricista não deve, jamais, transferir a terceiros a sua vida, sua segurança ou da equipe sob sua responsabilidade. Os tempos atuais impõe: bolar, projetar, e produzir coisas úteis e que agreguem valor e qualidade de vida ao dia-a-dia das pessoas.
O que está em alta hoje e o que está em baixa?
Telecomunicações, Automação e as necessidades ligadas à energia. Se o acadêmico quer fazer cursos recomendo fazer mestrado e doutorado. Especializações como MBA´s só ser for para aplicação prática em projeto concreto e específico. Um engenheiro é um cidadão que estudou mais que a maioria. Os serviços e a indústria de ensino podem sugerir que o acadêmico permaneça nos bancos escolares, mas isto dará emprego e dinheiro para eles.
Qual a importância do acadêmico e profissional estar em constante contato com os sindicatos, conselhos e associações profissionais?
O mundo é feito de relacionamentos. De pessoas que se falam, se integram e se complementam. Certos grupos profissionais - como as engenharias - são regulamentados por lei. Medicina, direito e engenharia são três exemplos de profissões regulamentadas para defesa do sociedade e por conseqüência dos profissionais que estudaram para nelas atuarem. Estar ligado ao sindicato e ao seu conselho profissional demonstra consideração e respeito aos colegas. Aprimora o relacionamento entre iguais facilitando a integração ao ambiente profissional.
Qual a sua dica para o acadêmico que quer se destacar profissionalmente?
É preciso saber fazer engenharia. Gostar da profissão. Gostar do que vai fazer. Acredito que o Brasil irá retomar seu lugar e seu desenvolvimento. Investirá em infra estrutura: rodovia, usinas, ferrovias, aeroportos, portos, isto irá motivar todas as profissões. Procure otimizar o tempo, dominar o inglês e mais uma língua enquanto estiver na academia e depois vamos à luta. O mandarin tem muito futuro. Creio que um grande filão de mercado, em especial -e cada vez mais- aos da "melhor idade". Dominar informática, linguagens de programação cálculo e estatística. Ter espírito alegre. O otimismo gera bons relacionamentos e melhores oportunidades.
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