ENTREVISTA N º 03 13/12/2007 - Curitiba-PR
Área de atuação: Gerente Técnica do Projeto Paraná Biodiversidade, na Secretaria de Estado do Planejamento.
Após a graduação, que cursos realizou e/ou está realizando?
Fiz doutorado na Universidade de Reading–Inglaterra, em Ecologia da Paisagem; mestrado em Geografia Física, na USP – São Paulo; especializações em Cobertura e Uso do Solo, em Providence –USA; Sensoriamento Remoto, em Tóquio – Japão; Geoprocessamento na UNESP, em São Paulo; Metodologia Científica, na UFPR–Paraná. Também participei de outros cursos de curta duração, extensão, seminários e conferências na área de meio ambiente, sensoriamento remoto e geoprocessamento.
Como está o mercado de trabalho hoje?
O mercado de trabalho tem crescido em várias áreas. A busca de profissionais na área ambiental encontra várias respostas na geografia, cujo objeto de estudo são as relações dinâmicas entre natureza e sociedade em determinado espaço. Este espaço pode ser uma bacia hidrográfica, uma cidade, um país, região, ou outra categoria geográfica, analisado quanto aos fatores sociais e naturais que o compõem. Também o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado ferramentas que facilitam a análise dos elementos físicos, sociais e econômicos. Hoje, a procura é por profissionais que saibam trabalhar com estes dados, interpretando estes elementos e elaborando propostas dentro de uma visão sustentável do ambiente. Eu considero que a geografia possui um currículo voltado para suprir a atual demanda do mercado. Cabe ao aluno aproveitar o máximo das disciplinas e, sempre que possível, realizar estágio em diversas áreas para acompanhar e iniciar o quanto antes a sua inserção no mundo do trabalho.
Qual a sua projeção para o mercado daqui cinco anos?
Eu acredito que o mercado de trabalho vai ficar cada vez mais exigente. A procura será por competência, qualidade de serviço, capacidade de trabalhar em equipe e de analisar o mundo de forma integrada e em escalas variadas. Será importante realizar diagnósticos e prognósticos que tragam propostas de intervenções factíveis, com qualidade de vida para as comunidades locais e resultados positivos regionais e globais.
O que está em alta hoje e o que está em baixa?
Em alta: cooperativismo. Trabalho em equipe, multi e interdisciplinar. Aprender sempre.
Em baixa: corporativismo. Trabalho isolado; diagnóstico sem proposta. Propostas parciais, contemplando somente um aspecto do ambiente (exemplo, natureza sem o homem).
Qual a importância do acadêmico e profissional estar em constante contato com os sindicatos, conselhos e associações profissionais?
Os sindicatos, conselhos e associações proporcionam um convívio com pessoas da mesma área, facilitando a troca de experiências; o amparo e fortalecimento de sua classe. Como espaço para debates, proporciona atualização profissional, reciclagem e maior poder para beneficiar a sociedade.
Qual a sua dica para o acadêmico que quer se destacar profissionalmente?
Preparar-se através de cursos variados, participar de projetos, não se intimidar diante de dificuldades e respostas negativas. Não negociar valores. Manter a ética.
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